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Cientista Português Sugere que o Segredo da Eterna Juventude Talvez Se Encontre em Répteis

Namur, Bélgica - 23/05/02 - Um cientista Português sugere na edição de Junho da revista Experimental Gerontology que o segredo da eterna juventude talvez se encontre em répteis. João Pedro de Magalhães, investigador em biologia do envelhecimento, sugere que investigação em certas espécies de répteis, como espécies que aparentam não envelhecer, pode levar a descobertas sobre os mecanismos do envelhecimento e ao desenvolvimento de terapias que permitam abrandar o processo do envelhecimento em seres humanos.

O estudo baseia-se na relação, demonstrada há vários anos, entre tamanho e longevidade. Quando se comparam diferentes espécies de mamíferos, verifica-se que animais de espécies maiores, vivem, em média, mais tempo e envelhecem mais devagar. (Note-se que a mesma relação não se verifica entre indivíduos da mesma espécie.) No entanto, o cientista Português nota que várias espécies de pequenos répteis vivem muito mais tempo do que seria de esperar, mesmo em cativeiro. Existem mesmo espécies, como certas tartarugas, que aparentam não envelhecer.

Um fenómeno parecido, mas menos acentuado, de abrandamento do envelhecimento em relação aos mamíferos acontece em anfíbios, certos peixes e mesmo aves. O estudo sugere também que o envelhecimento em mamíferos é acelerado porque os mamíferos passaram cerca de 100 milhões de anos como pequenos animais. Quando os primeiros mamíferos evoluíram dos répteis, passaram dezenas de milhões de anos como pequenos animais num mundo governado por dinossauros. Durante este tempo, e tendo em conta a relação entre tamanho e longevidade, os nosso antepassados tinham uma longevidade pequena. A hipótese defendida no artigo é de que genes em répteis que permitam abrandar ou mesmo evitar o envelhecimento foram perdidos pelos nosso pequenos antepassados pois de acordo com a teoria da evolução não havia razão para os conservar. Depois da morte dos dinossauros, mesmo que novos mecanismos para abrandar o envelhecimento tenham evoluído em alguns mamíferos, como o homem, identificar os genes em répteis que lhes permite ter uma tal longevidade pode ser importante para descobrir como abrandar o envelhecimento humano.

João Pedro de Magalhães é um jovem microbiólogo originário do Porto a fazer o Doutoramento em biologia do envelhecimento na Universidade de Namur na Bélgica. O seu trabalho envolve não só a evolução do envelhecimento humano como também estudos sobre a telomerase, a enzima capaz de “imortalizar” células humanas. Tendo em conta que é impossível estudar répteis que vivam várias décadas, a solução pode passar por estudar as células destes animais e comparar, por exemplo, mecanismos de reparação do DNA entre mamíferos e répteis.

Para mais informações: http://www.senescence.info
Para obter o artigo: http://www.ageing-research.com/aging/29/63/56/show/toc.htt (Experimental Gerontology de 1 de Junho de 2002, volume 37, p. 769-775).
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