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Começou a Verdadeira Corrida para Abrandar e Reverter o Envelhecimento Humano

Cambridge, Reino Unido - 23/09/03 - Começou a verdadeira corrida da biotecnologia para abrandar e reverter o envelhecimento humano. Reunidos na décima conferência da International Association of Biomedical Gerontology, que decorreu em Cambridge, Reino Unido, nos dias 19 a 23 de Setembro, alguns dos mais eminentes cientistas a trabalhar na biologia do envelhecimento estabeleceram como primeiro passo duplicar a longevidade de ratinhos em 10 anos. Como forma de incentivar a investigação, foi também criado o prémio Methuselah dos ratinhos, baseado nos registos bíblicos de um homem que teria vivido 969 anos.

Apesar da longevidade média nos países desenvolvidos ter aumentado mais de 50% nos últimos 100 anos, só agora começamos a compreender o processo do envelhecimento. Na sua análise dos recentes progressos na biologia do envelhecimento, o cientista português nota o grande número de modificações genéticas que permitem abrandar o envelhecimento em vários modelos animais como moscas, minhocas e ratinhos. As perspectivas futuras são ainda mais excitantes. Existem vários grupos a tentar desenvolver terapias que permitam abrandar o envelhecimento humano. Por exemplo, o investigador da Universidade de Cambridge Aubrey de Grey planeia integrar mecanismos de reparação molecular em células humanas por forma a reverter o envelhecimento em seres humanos. Com efeito, cientistas da empresa Californiana Geron já conseguiram em 1998 “curar” o envelhecimento celular em alguns tipos de células humanas. O optimismo do cientista português é partilhado por outros especialistas na área do envelhecimento, como o Professor Michal Jazwinski da Universidade da Louisiana nos Estados Unidos que afirma que “É possível que algumas pessoas vivas neste momento possam estar vivas daqui por 400 anos.”

Um primeiro passo definido na conferência foi duplicar a longevidade de ratinhos num prazo de 10 anos, algo visto por especialistas como bastante provável. Eventualmente, tentar-se-à aplicar as descobertas de modelos animais em seres humanos com vista a prolongar a saúde, o bem-estar e a longevidade humana. Trata-se da primeira proposta séria, feita por alguns dos especialistas mundiais no envelhecimento, de tentar num prazo de poucas décadas obter formas de abrandar e mesmo inverter o processo do envelhecimento em seres humanos.

O prémio Methuselah dos ratinhos é destinado a estimular a investigação séria na área do envelhecimento e intervenções que permitam abrandar o envelhecimento em seres humanos. Quatro equipas de conceituados cientistas já entraram na competição propondo-se a descobrir novas formas de abrandar o envelhecimento em ratinhos através de cruzamentos entre variantes diferentes, intervenções genéticas, nutrição e aumento da resistência celular. Estabelecido numa estrutura em série, onde pode haver vários vencedores à medida que os recordes de longevidade em ratinhos forem sendo batidos, espera-se que os resultados obtidos pelos concorrentes ao prémio possam ser aplicados em terapias para seres humanos.

O primeiro vencedor do prémio, Andrzej Bartke da Universidade do Illinois do Sul, foi anunciado em Junho deste ano com um ratinho que viveu quase 5 anos--cerca de 180-200 anos à escala humana. A sua equipa descobriu uma modificação genética envolvida na resposta celular à glucose que permite abrandar o envelhecimento. O próximo vencedor irá para quem consiga desenvolver um animal que bata este recorde. Alternativamente, um prémio será também atribuído a quem conseguir aumentar o tempo e a qualidade de vida de ratinhos através de uma intervenção iniciada em ratinhos velhos. O prémio inicial é de cinco mil libras para cada categoria, podendo ser aumentado em função de quanto a longevidade dos ratinhos for aumentada.

Também presente na conferência esteve o cientista português João Pedro de Magalhães, da Universidade de Namur na Bélgica, que apresentou os seus primeiros resultados sobre a Síndrome de Werner, cujos pacientes aparentam envelhecer mais depressa. O cientista português demonstrou que as células destes doentes são mais sensíveis ao stress oxidativo, um importante indicador de envelhecimento, assim como alterações na resposta a danos no DNA das mesmas. Uma hipótese sugerida pelo cientistas português é que a estrutura do DNA, chamada cromatina, é alterada durante o envelhecimento, sendo mais rapidamente alterada em doentes com Síndrome de Werner. Esta hipótese ajudaria a compreender a diminuída estabilidade celular tanto em doentes com envelhecimento acelerado como em idosos.

Para mais informações:
Prémio Methuselah:
http://www.methuselahmouse.org
David Gobel: david.gobel@dhs.gov
Telefone: +1 202 3060989

10ª Conferência da International Association of Biomedical Gerontology:
http://www.gen.cam.ac.uk/iabg/
Aubrey de Grey: ag24@gen.cam.ac.uk
Telefone: +44 1223 333963

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